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Medição de Campos Eletromagnéticos de Baixa Frequência II

Na edição de julho de 2011 abordamos, pela primeira vez, questões relacionadas a medições de campos eletromagnéticos de baixa frequência, que após a publicação pela Agência Nacional de Energia Elétrica, da Resolução 398/10, que regulamenta a Lei 11934 de 5 de maio de 2009, que estabeleceu Limites de Tolerância de exposição pública e ocupacional, até então inexistentes no Brasil, a procura por esses serviços muito cresceu.

Na ocasião abordamos a importância de que as medições sejam realizadas com equipamentos isotrópicos (que possui a capacidade de medição dos três eixos, simultaneamente, independente a posição do módulo sensor e o valor exibido é a resultante final da integração dos valores dos eixos).

Agora voltamos ao assunto, para ressaltar mais alguns aspectos importantes.

Inicialmente chamamos a atenção que no Art. 7º 1º § II “Apresentar o Relatório de Conformidade e o Plano de Adequação das instalações à ANELL, em até 120 (cento e vinte) dias, contados a partir do vencimento dos prazos estabelecidos no Art. 8º (modificado pela Resolução ANEEL 413/10), caso os resultados demonstrem o não atendimento às Restrições Básicas”. - Os § 2º e 3º também tratam do assunto e da possibilidade de investimento para adequação.

A experiência em medições têm demonstrado que em tensões de 138 kV pode-se encontrar, em Subestações – SE’s, pontos com 4 a 5 kV/m, e em linhas de transmissão – LT’s, de 2 a 3 kV/m. Em 230 kV é possível encontrar, em SE’s, campo E na ordem de 4 a 6 kV/m e em LT’s na ordem de 2 a 5 kV. Já em SE’s de 345 kV, pode-se medir entre 5 a 7,5 kV/m, podendo, em alguns pontos, o nível chegar a 8 e até a 10 kV/m, o que já ultrapassa os LT’s. Em tensões de 500 e 750 kV, nas SE’s, é maior a possibilidade de se encontrar pontos “quentes”, onde o campo ou está muito próximo ou ultrapassa os LT’s. – Nessa hora acende o alerta econômico-financeiro, pois provavelmente uma adequação dos campos ao valores de referência provavelmente deverão passar por obras de reforma estrutural da SE ou Linha, ou a redução para uma classe de tensão inferior, o que pode ser um prejuízo maior, para o operador e seus acionistas, e para o sistema integrado, com reflexos na capacidade energética do país.

Agora como a simples medição de campo pode nisso influir?

Como no artigo anterior (Zell News de julho de 2011), o ponto crítico é a suscetibilidade do campo Elétrico – E, à presença do corpo humano (vide item 8.5.2 da NBR 15415). Em geral essa proximidade aumenta o campo ao redor do sensor, produzindo um resultado maior do que o real; por vezes mais que o dobro ou até o triplo do campo verdadeiro. - Outro interferente, que induz maior campo ao sensor são os circuitos elétricos do medidor, principalmente os relacionados a visor de cristal líquido. Com isso, provavelmente, muitas empresas nestes períodos pós-medições, estão envoltas em decisões difíceis de investimento, para adaptação de estações e linhas, baseados em resultados alterados, produzidos por equipamentos inadequados.

A medição de campo E deverá ser em ambiente não perturbado, o que significa a ausência humana e/ou objetos e equipamentos aleatórios, não participante da estrutura da instalação. A Resolução 398/10, no Art. 6º § 3º, estabelece que as medições devam ser executadas conforme a metodologia estabelecida na NBR 15415/2006, da ABNT. Acontece que apesar de constar no escopo dessa NBR, item 1.2 letra h, que “Descreve os Métodos de Medição”, isto não é claro e o pouco do que nela existe não é suficiente para produzir-se um plano de medição, seja de LT’s, e ainda pior quando se trata de SE’s. Ela comenta mais sobre equipamentos, mas não propõe o entendimento de situações mais comuns e princípios que auxiliem a tomada de decisões conforme condições especiais se apresentem.

Equipamentos inadequados, em geral, são desenvolvidos por empresas não especialistas, mas que vem oportunidade de abocanhar parte do mercado comprador, não profundamente conhecedor, e que apenas quer atender uma legislação da forma mais barata possível.

Para entender o que propõe o item 8.5.2 da NBR, é preciso ir ao anexo C item C.2.1 Medidores de Espaço Livre e ler atentamente o segundo parágrafo que diz: “Também existe medidores de espaço livre projetados para ter um dispaly remoto da intensidade de campo elétrico. Nesse caso, uma porção do circuito processador de sinal está contida na sonda e o resto do detector está em uma parte separada com o display analógico ou digital. Uma conexão por fibra-óptica conecta a  sonda à unidade de display”.

Analisando-se o texto percebe-se que um equipamento que atenda a tais requisitos resolve todos os problemas de interferência, como segue:

  • Display remoto. – Elimina a proximidade do display (forte interferente), de todos os circuitos a ele relacionados e permite o distanciamento da presença humana. 
  • Conexão por fibra-óptica. – Além de permitir o distanciamento do operador, não serve de antena. Isso quer dizer que se conectado por um cabo metálico, o valor lido seria alterado no percurso entre a sonda e o módulo com display; - mais uma vez intensificando o fato de que a medição de campo elétrico é facilmente alterada por fatores de falta de qualidade da instrumentação. Com a fibra-óptica o valor é convertido em sinal luminoso, de altíssima frequência e viaja por metros, por um meio que não altera a informação. – Isso é tão importante, que equipamentos altamente especializados costumam ter, além de uma secção de fibra-óptica de 10m, para trabalho em campo, uma secção de 2m, para conexão com computador e baixa de dados da memória, pois nessa ocasião, também, um condutor metálico pode alterar os dados armazenados, no momento da transferência.

Assim, mais uma vez caracteriza-se como de suma importância, para se ter resultados  fidedignos de medição de campo elétrico, a exigência de que o medidor seja realmente projetado para isso.

Pode-se perguntar se a tecnologia não evoluiu a ponto de compensar tais interferências e permitir que medidores mais simples e baratos sejam capazes de realizar tais medidas com exatidão; a resposta é NÃO.

Não porque não é possível modelar-se a interferência humana, pois as variáveis são muitas, iniciando-se pelo tamanho das pessoas – altura e peso; a vestimenta – materiais; e calçados - se isolantes ou não, modificam a taxa de interferência; - até a condição fisiológica – massa circulante e salinidade do organismo que se altera durante a jornada, – tomar um copo d’agua, por exemplo,  pode ser o suficiente para destruir qualquer modelo matemático que se pretenda elaborar.

O que o mercado consumidor de equipamentos e serviços precisa saber é que as medições são distintas e cada sensor deve ter seu próprio certificado de calibração, o que não existe em equipamentos que não atendam as características. Normalmente são fornecidos com certificado de calibração para campo B, que é introduzido no processo como sendo o certificado geral do equipamento total.

Então cuidado ao adquirir instrumento ou contratar serviço de medição de campos eletromagnéticos de baixa frequência. O barato pode sair muito caro!

 

 

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