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Níveis de Alarme

Entrar em espaços confinados é uma ação muito antiga, basta lembrar que muitos homens pré-históricos viviam em cavernas e lá enfrentavam riscos diversos.

Com a evolução da ciência e tecnologia, novas formas de espaços confinados foram criadas e a gama de riscos envolvendo a entrada e permanência nesses locais foi potencializada, tornando-se a segunda maior causa de infortúnios por acidentes de trabalho.

Inicialmente, foi desenvolvido um equipamento chamado “explosímetro” para identificar riscos de atmosferas explosivas. Porém, o equipamento se mostrou ineficiente, pois cada inflamável possui um valor de Limite Inferior de Explosividade (L.I.E.) diferenciado. Se o nível de oxigênio estiver relativamente deficiente, o sensor não conseguirá realizar a "queima virtual", necessária para estabelecer o sinal.

Atualmente, ao pensar em adquirir um monitor de inflamáveis, deve-se dar preferência aos modelos capazes de avaliar simultaneamente o percentual de oxigênio. O alarme de presença de inflamável não deve ser superior a 10% L.I.E. e deve ser acompanhado de manual de Curva de Correlação de gases inflamáveis, comparativa, de no mínimo 50 substâncias mais conhecidas, para uma real compreensão dos valores lidos, no visor digital.

Muitos trabalhadores são vítimas da deficiência de oxigênio nos espaços confinados. Incolor e inodora, tal condição é implacável, pois ao perceber que está difícil de respirar, a pessoa entra em desespero, aumentando o ritmo cardíaco e a necessidade de maior oxigenação das células, principalmente do sistema nervoso central, contribuindo para a aceleração do desmaio e do óbito.

O aumento de O2 na atmosfera, gera incremento de inflamabilidade dos materiais e interfere no sistema nervoso central com efeito narcótico, criando conseqüências maléficas aleatórias e imprevisíveis, que têm sido causa de acidentes graves.

Por isso, um bom oxímetro deve mensurar o percentual de oxigênio em amplitude variável de zero a no mínimo 30%, com pontos de alarme em 19,5% para deficiência. Com esses dados é possível abandonar o local com um nível de oxigênio capaz de manter a vitalidade, mesmo em situação de tensão emocional. O equipamento também deve ter um alarme de enriquecimento de O2, na faixa entre 22% a 23%, para evitar que ocorrências perigosas sejam desencadeadas, principalmente se o trabalho estiver sendo realizado a quente.

Com o decorrer do tempo, também os gases tóxicos se mostraram cada vez mais cruéis, ameaçando as vidas de trabalhadores desprotegidos.

Inicialmente, foram adotados os valores de limite de tolerância, como nível de alarme de abandono do local. Mas tais valores não significam risco iminente, IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida ou à Saúde), mas que a sua constância durante uma jornada de oito horas, caracteriza-a como insalubre e que sua repetitividade durante dias, semanas, meses e anos, podem causar e caracterizar intoxicação crônica.

Comprar detectores de gás, à medida que a pesquisa evolui, requer conhecimentos técnicos profundos dos técnicos que têm a importante tarefa de realizar a análise de risco e especificação do produto que deverá atender às necessidades de segurança. É importante salientar que cada momento de risco identificado é inversamente proporcional aos interesses da produção, visto que o abandono da área é obrigatório e, é claro, a interrupção dos trabalhos, de cujos resultados positivos sobrevive a atividade da empresa.

Diante disso, pesquisadores internacionais se viram obrigados a buscarem alternativas conciliatórias que mantenham os níveis de segurança, sem prejudicar os melhores índices de produtividade. Atualmente, organismos internacionais reconhecem três tipos de medidas (Instantânea, STEL e TWA). Essas medidas são aplicáveis como níveis de alarme para gases tóxicos em equipamentos portáteis de detecção e para abandono de ambientes confinados.

Para facilitar a compreensão do que segue, partiremos da análise de um exemplo prático, os valores para Monóxido de Carbono contaminante dos mais comuns.

Existe, para cada gás, uma tabela com valores específicos, para os índices que seguem:

Tipos de Alarme

NIVEIS NIOSHI p/CO

Instantâneo

200 ppm

Stel (15 min.)

100 ppm

TWA (8 horas)

35 ppm

• Instantâneo: é a indicação da concentração atual do gás. O nível de 200 ppm como ponto de alarme é 50% do limite em que o CO pode produzir a menor reação orgânica, caracterizada por uma dor de cabeça, após alguns minutos, para um grande número de pessoas. Porém, isso não caracteriza uma insalubridade, pois o valor LT (Limite de Tolerância) para esse gás, não é valor teto.

Níveis superiores a 400 ppm, poderiam expor os trabalhadores a um maior desconforto. Níveis inferiores podem se caracterizar em excesso de zelo, prejudicando, por alarmes continuados, o bom andamento dos trabalhos, principalmente em atividades onde o CO se manifesta de forma constante em níveis baixos e em rajadas de altos níveis.

• STEL - Short Term Exposure Limit (Limite para Curto Período de Exposição): é uma medida do total inalado (expresso como valor médio), através de um curto período, normalmente 15 minutos. Poderá ser configurado entre 0 a 60 minutos, levando-se em conta as devidas proporções. Isso significa que se uma pessoa absorver 100 ppm de CO nesse período, não caracteriza exposição perigosa, mas essa deverá ser afastada das áreas contaminadas, pois o corpo humano, na maior parte da população, tem capacidade de se revigorar do tóxico absorvido. Exposições a STEL não devem acontecer mais de quatro vezes ao dia e ter um período mínimo de 60 minutos entre eles.

• TWA - Time Weighted Average (Concentração limite, ponderada no tempo): é a mensuração para uma jornada de 8 horas diárias ou 40 horas semanais, onde a maioria dos trabalhadores podem estar expostos repetidamente dia após dia, sem sofrer efeitos adversos. Quando o alarme de TWA soar, o trabalhador já absorveu toda a dose de uma jornada normal (8 horas) e que a continuidade da exposição tornará essa jornada insalubre, devendo ele ser transferido para trabalho em ambiente isento do contaminante.

• Bibliografia:
- Manual de Higiene Industrial Fundación Mapfre.
- Internet - Pgs. OSHA, NIOSHI, ACGIH
- Portaria MTb. Nº 3214 de 08.06.78 - NR-15
- Manuais de Referência dos monitores NEOTRONICS.

 

 

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